Diâmetro de furo x diâmetro de tubo: como não errar no dimensionamento
Por Equipe Técnica LINK-SEAL

Existe um mal-entendido que aparece com frequência na hora de pedir um vedante modular: a pergunta chega como "preciso vedar um tubo de 200". Só que o vedante não veda o tubo.
Ele veda o espaço anular — a folga entre a parede externa do tubo e a face interna da abertura. Sem os dois números, não há dimensionamento possível.
O que é o espaço anular
Imagine o tubo atravessando a parede de concreto. Entre ele e o furo existe um anel de vazio. É esse anel que o vedante preenche: os elos de borracha são apertados por parafusos, expandem lateralmente e comprimem contra as duas superfícies ao mesmo tempo.
Isso significa que o dimensionamento depende de duas medidas, sempre:
- OD do tubo — diâmetro externo real, em milímetros.
- DI da abertura — diâmetro interno do furo ou da luva embutida.
Por que o diâmetro nominal engana
O DN é uma referência comercial de linha, não a medida física do tubo. Um mesmo DN entrega diâmetros externos diferentes conforme o material e a classe de pressão — PVC, PEAD, ferro fundido e aço não coincidem entre si.
Como o vedante trabalha com folgas de milímetros, adotar o nominal como se fosse o externo é suficiente para cair no modelo errado. A regra prática: meça, não deduza. Se o tubo ainda não está em obra, pegue o OD na ficha técnica do fabricante da linha.
Os dois erros de furo
Furo grande demais. O espaço anular fica maior do que a faixa de trabalho do vedante especificado. Nesse caso a compressão não é suficiente para selar, e a solução vira usar um modelo com elos maiores — ou, em casos extremos, reduzir a abertura, o que significa serviço de estrutura.
Furo pequeno demais. Não sobra espaço para acomodar os elos entre o tubo e o concreto. Tentar "forçar" a montagem deforma a borracha de maneira desigual e compromete a vedação. Aqui não há improviso: o furo precisa ser alargado.
Os dois erros custam tempo de obra. E os dois são evitáveis com a cota certa em projeto.
Como medir corretamente em campo
Quando a estrutura já existe e o furo está pronto, três cuidados evitam retrabalho:
- Meça o furo em pelo menos dois eixos (horizontal e vertical). Aberturas executadas em campo raramente são círculos perfeitos; ovalização é comum e o dimensionamento deve considerar a medida mais desfavorável.
- Meça o OD do tubo com paquímetro ou fita diamétrica, não com trena por fora da isolação ou de eventual revestimento.
- Verifique a espessura da parede. Ela determina se há profundidade suficiente para acomodar o vedante e, em paredes muito espessas, se o ponto de instalação será acessível pelos dois lados.
Luva embutida x furo em estrutura pronta
Quando a obra ainda está em fase de concretagem, o caminho mais confiável é embutir uma luva (sleeve) com diâmetro interno já definido em projeto. Isso elimina a variável do furo executado em campo e garante uma face interna regular, que é a condição ideal de vedação.
Em retrofit ou manutenção, o furo é executado com serra copo diamantada, que produz uma abertura limpa e de diâmetro controlado — bem diferente do rompimento com marreta ou ponteira, que deixa borda irregular e prejudica a compressão uniforme dos elos.
Quando o furo já está pronto e errado
Acontece. E nem sempre é caso de refazer estrutura: dentro de certos limites, existe modelo de vedante compatível com espaços anulares maiores. O que não funciona é assumir isso sem conferir.
Com o OD do tubo e o diâmetro interno da abertura em mãos, a calculadora de dimensionamento devolve o modelo e a quantidade de elos necessários. Se os números caírem fora da faixa, vale conversar com o time técnico antes de tomar decisão de obra.
Tem uma passagem de tubulação com histórico de infiltração recorrente?
Fale com nosso time técnico e receba o dimensionamento correto pro seu caso.



